Manuel Salgado responde às perguntas
4 May, 2010 by Tiago Figueiredo

Chegou-nos por email a resposta às perguntas enviadas pela ARAL, AVAAL, Centro Social da Musgueira e Viver Lisboa à CML no passado dia 22 de Março.
Os quatro signatários, juntamente com outras associações e colectividades que entretanto se queiram juntar, irão reunir em breve para debater o ponto de situação da Alta de Lisboa. Continuamos a achar que o horizonte não é animador, mas pode ser que seja apenas uma idiossincrasia nossa, que seja tudo uma questão de prisma. Ver tanta gente adormecida e inerte, conformada com o estado das coisas, é um sinal de alerta para nós. É bem possível que tudo esteja afinal sobre rodas e sejamos nós a acordar diariamente com os pés de fora dos lençóis.
Por agora, o vosso input, caríssimos e mui estimados leitores, é fundamental para todos nós. Queiram comentar e dar as vossas opiniões.
From: “gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt” <gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt>
Date: 4 de Maio de 2010 10:50:10 WEST
To: “viveraltadelisboa@gmail.com” <viveraltadelisboa@gmail.com>
Cc: “ana.coelho@cm-lisboa.pt” <ana.coelho@cm-lisboa.pt>, “jorge.catarino@cm-lisboa.pt” <jorge.catarino@cm-lisboa.pt>
Subject: ENT/3969/PR/10 -Resposta aos e-mails dos subscritores: Associação Residentes do Alto do Lumiar; Associação para a Valorização Ambiental da alta de Lisboa; Centro Social da Musgueira; Viver na Alta de LisboaExmos. Senhores,
Associação Residentes do Alto do Lumiar
Associação para a Valorização Ambiental da alta de Lisboa
Centro Social da Musgueira
Viver na Alta de LisboaProcedemos à leitura atenta do V. Email, tal como fazemos com todas as questões que nos colocam.
Contrariamente ao que se pode pensar, pelo menos por quem lê o V. e-mail, a Câmara Municipal de Lisboa está empenhada em dotar esta área da cidade das melhores condições de vida, realizando o Plano de Urbanização do Alto do Lumiar (PUAL), atentas as condições financeiras da CML e tendo sempre em vista o interesse público, quer na repartição dos seus meios pela gestão da cidade, quer pela sua boa aplicação.
Antes de se passar aos comentários e respostas às diferentes questões convém lembrar que o projecto do Alto do Lumiar não começou em 2007 nem se prometeu a sua conclusão em 2009.
Em 2007 avaliou-se o estado de execução do Plano, analisaram-se os compromissos existentes e estabeleceram-se prioridades.
Da avaliação efectuada verificou-se que nos últimos anos as prioridades estabelecidas levaram à criação de um território desagregado, sem continuidade e com graves problemas de identificação.
Dos compromissos existentes detectámos a falta de estratégia nas malhas a desenvolver e na implementação de vias sem que estivessem acauteladas as devidas aquisições das propriedades.
As prioridades que se estabeleceram foram no sentido de se desbloquearem os problemas mais imediatos e com implicações legais complexas, estabelecer o acerto de contas entre a CML e a SGAL (que não era feito desde 2004), definir as fases de intervenção no terreno, dando alguma coerência à implementação do Plano.
Neste contexto convém então prestar os seguintes esclarecimentos às questões colocadas:
1. A revisão do PUAL foi decidida em 2008, os termos em que deverá ser feita foram publicados em DR de 16/03/09, e foi suscitada, quer pelas diferentes e recentes aprovações que ocorreram (desde 2002 a 2007), quer pela legalização destas aprovações, quer pelas alterações que pretendemos introduzir no Plano, adaptando-o às novas necessidades da população, por forma a melhorarmos a sua qualidade de vida.
2. A renegociação do contrato com a SGAL vai trazer óbvias implicações na implementação do PUAL, quer por via da sua alteração, quer por via da necessidade de actualizar os termos de um contrato que tem cerca de 30 anos.
3. A execução da Av. Santos e Castro, prevista ser a última a ser executada (por se tratar de uma via periférica), foi uma das prioridades do executivo da CML nos mandatos entre 2002 e 2007.
Para este efeito tratou-se de lançar uma empreitada em que:
a) se aumentou o cariz de via rápida (passou de 2 + 2 faixas para 3 + 3 faixas),
b) se aumentou o preço global (por via do aumento de faixas),
c) não se acautelou a aquisição dos terrenos necessários (originando a paragem da obra em 2 troços, a execução de obras ilegais no município de Loures – sobre terrenos particulares e já em tribunal) e
d) não se estudaram devidamente as ligações à rede viária envolvente.
Já falta pouco para concluir a obra, mas ainda não estão reunidas as condições para a reiniciar porque a desocupação do terreno onde se irá implantar um dos pilares do troço de viaduto, se localiza no Concelho de Loures.
Já se fez, em 2009, um acordo com a Câmara Municipal de Loures para resolver as questões com as parcelas naquele município.
Já se resolveu o troço junto do nó 2 com a aquisição do armazém existente.
Já se elaborou e transmitiu à SGAL o desenho de solução viária provisória da ligação da Avenida à 2ª Circular.
Nos troços já executados da Avenida Santos e Castro, houve ocupação de algumas parcelas de terreno sem se ter procedido à sua aquisição e sem autorização dos seus proprietários.4. Quanto à Porta Sul: o projecto de 2006 foi abandonado e o lançamento da obra foi anulado em 2007. E bem, pois não só se iria pagar cerca de 12.000.000 € por uma rotunda, como a própria solução não respondia ao que se pretende, nomeadamente quanto à sua ligação ao Campo Grande e ao financiamento para a sua execução.
Efectivamente foi perdido muito tempo, inutilmente, e lançado um concurso de empreitada que, para além de não ter sido público como a lei obriga, ainda poderia custar bastante mais que o previsto.
Neste momento está a ser desenvolvida uma nova solução, que não retoma ou recupera quaisquer soluções anteriores e que prevê a sua execução por fases.5. Quando ao Eixo Central as questões são mais ou menos as mesmas da Av. Santos e Castro: começou-se sem estarem acauteladas todas as aquisições de terrenos. O projecto foi entretanto aprovado e as obras encontram-se em execução.
6. O desenvolvimento do projecto do Centro de Mercadorias sempre esteve comprometido pela inexistência de recursos financeiros para a aquisição de terrenos privados que constituem uma percentagem bastante elevada da área do Centro e seus acessos.
7. Relativamente ao Centro Social da Musgueira, houve que relocalizar o mesmo, pois o projecto existente de 2004 ficava “entalado” na Rua Queiroz Pereira e nem os moradores nem a CML pretendiam esta solução.
Encontrou-se outro local, efectuou-se novo projecto (discutido com todos os intervenientes envolvidos) e deu-se indicação, em Dezembro de 2009, para se iniciarem os trabalhos de construção. Por razões internas à SGAL a obra ainda não se iniciou.8. Com a nova localização do quartel dos Bombeiros, face á necessidade de ampliação da escola, está a ser revisto o projecto.
9. O projecto do Centro Cultural está a ser reformulado devido aos elevados custos estimados para a sua construção. A localização de um equipamento continua previsto nos estudos da malha 18 em elaboração pelo Arq. Siza Vieira.
10. O projecto de Complexo Desportivo encontra-se em fase de execução por parte do Departamento de Desporto.
11. O Centro de Saúde no Montinho de S. Gonçalo tem o projecto de Arquitectura a ser elaborado, tendo sido objecto de aprovação a cedência do terreno, em 2009, pela CML à ARSLVT. Aguarda-se o início da obra por parte da ARSLVT.
12. No que respeita às questões de mobilidade é do conhecimento geral que a implementação da rede de metropolitano não é da competência da CML e está em estudo a instalação de uma rede de eléctricos. Ambas as situações estão previstas nos planos mas a sua implementação cabe a outras entidades. Quanto à ciclovia, existe já um traçado geral para o Alto do Lumiar, que está em apreciação pelos diferentes serviços envolvidos.
13. Relativamente à atribuição do nome de Aristides de Sousa Mendes ao Eixo Central recorda-se que, em Março passado, foi já respondido que em Lisboa não pode haver duplicação de nomes em arruamentos pois existe já uma via com este topónimo.
14. Quanto ao Parque Oeste, começado em 2004, a questão não é saber porque existe um atraso de oito meses. A questão é saber porque se demorou seis anos a executá-lo.
Finalmente concluiu-se esta terceira fase. A restante fase (parque hortícola) já teve o meu parecer favorável e encontra-se no Pelouro dos Espaços Verdes para se estudar a sua implementação.15. Já foram aprovados loteamentos que prevêem escritórios no Alto do Lumiar. Aguarda-se a sua concretização pela SGAL.
16. O estado em que se encontra a intervenção na Malha 14 (Empreendimento LX condomínio) é o resultado de autorizações consideradas nulas, obras iniciadas sem licença e embargos obrigatórios. Estes procedimentos deram origem em 2008 à elaboração de um Plano de Pormenor que enquadrasse esta situação. O Plano já foi aprovado e já se encontra em vigor. A CML já autorizou o recomeço de alguns trabalhos.
Com os melhores cumprimentos,
O Vice-Presidente
Arq. Manuel SalgadoCâmara Municipal de Lisboa
Gabinete Vice-Presidente, Arqtº Manuel Salgado
Campo Grande nº 25 – 2ºE 1749-099 Lisboa
Telf (351) 21 798 88 50 / 21 798 91 47
Fax (351) 21 817 12 37
gab.manuel.salgado@cm-lisboa.pt



Sobre a Santos e Castro: "Já falta pouco para concluir a obra, mas ainda não estão reunidas as condições para a reiniciar porque a desocupação do terreno onde se irá implantar um dos pilares do troço de viaduto, se localiza no Concelho de Loures. Já se fez, em 2009, um acordo com a Câmara Municipal de Loures para resolver as questões com as parcelas naquele município." E então? Se o acordo está feito, falta o quê??
E ainda: "Já se elaborou e transmitiu à SGAL o desenho de solução viária provisória da ligação da Avenida à 2ª Circular." E que tal partilharem esse desenho com a população?
Quanto à Porta Sul, ficamos sem perceber quando é que se vai vislumbrar uma solução.
Fica ainda: "Quando ao Eixo Central as questões são mais ou menos as mesmas da Av. Santos e Castro: começou-se sem estarem acauteladas todas as aquisições de terrenos. O projecto foi entretanto aprovado e as obras encontram-se em execução." Ai sim? Devo ter os vidros do carro muito sujos, pois não vejo nada em execução…
Aguardemos pelas cenas dos próximos capítulos, pois isto já está pior que uma novela da TVI (sem desmerecer das novelas da TVI).
Conclusão:
Está tudo OK por parte da CML.
Se a SGAL se despachar teremos escritórios, CSM e eixo central em breve!
O metro de superfície, bandeira de campanha autárquica, afinal não tem a ver com CML, pois…
O centro de saúde será, um dia…
Os outros equipamentos, a rever…
Devagar, devagarinho se vai desenvolvendo o nosso cantinho…
Tenho a certeza que a próxima geração de Alta Lisbonenses viverá num bairro fantástico.
O habitual. Nada de novo. A culpa é do Santana e da SGAL.
Só que no tempo do Santane fez-se obra e agora faz-se estudos e mais estudos.
Entretantohttp://www.publico.pt/Sociedade/carmona-rodrigues…
Ou seja o grande escândalo deu em nada e provavelmente vai acabar com uma enorme indeminização da CML à Bragaparques. Não faz mal. Cumpriu o objectivo, não foi Srs. Vereadores PS?
1-OK, mas que alterações pretendem? para quando?
2-que implicações?
3-concordo com a 1ª análise. não teve lógica começar-se por aí, mas começou-se…
4-mais rápido sff
5-muito mais rápido sff
6-então porque existe esse espaço previsto no PUAL? será uma das alterações ao PUAL?
7-SGAL, força nisso!
8-mais uma revisão
9-e outra
10-aguardamos
11-ARSLVT, força nisso!
12-Outras entidas, então? estão à espera de quê?
13-pois!
14-uma certa razão! mas gostava de ver alfaces frescas por cima da pista de atletismo
15-SGAL, força nisso!
16-pois, já aqui discutimos muitas vezes.
Infelizmente as respostas do Arq. Manuel Salgado nada trazem de novo. Muito do que é dito, ou escrito, já era do conhecimento de todos nós.
Continuamos sem perceber porque é que se "Já se fez, em 2009, um acordo com a Câmara Municipal de Loures para resolver as questões com as parcelas naquele município.", então do que estão à espera?
Ciclovias – Sr. Arquitecto – nós residentes com menos dinheiro já teríamos feito as ciclovias em TODA a Alta e não apenas umas vias mais pensadas para cicloturismo.
Metro – pensamos que ninguém sabe o que quer na CML ou na Carris ou no Metro. A verdade é que vivem quase 30000 pessoas na Alta, potencias clientes de um serviço rápido de transporte (leia-se Metro).
……….
………..
Centro de Saúde – é certo que não compete à CML construir um centro de saúde (ainda que tenhamos dúvidas quanto a isto) mas compete à CML EXIGIR o avanço rápido do projecto e consequente construção.
Centro de Mercadorias – "Centro de Mercadorias sempre esteve comprometido pela inexistência de recursos financeiros para a aquisição de terrenos privados"….E ? Não se faz nada?
etc, etc, etc
O Arq. Manuel Salgado remete em muitas das suas respostas para a SGAL o que pressupõem que esta é que está a falhar. Todos nós sabemos que falha e muito. Mas será que a razão para os atrasos não está também na CML? E no seu desinteresse por esta zona da cidade?
NOTA PRÉVIA:
Seria interessante colocar neste post, a seguir a estas palavras do actual vice-presidente da CML, o video com as palavras do actual Presidente, António Costa (P), proferidas aquando da sua visita à Alta em Fevereiro de 2009, onde concluía, por volta do minuto 2:10 que, à excepção do pilar "de Loures" "está tudo tratado" em relação à Santos e Castro (talvez Manuel Salgado (V-P), ao seu lado a ler um sms, não tivesse ouvido a informação).
Ou o que o Público publicou no dia seguinte (http://www.viverlisboa.org/?p=1138) onde, citando as palavras do P, dizia "O “ciclo vicioso” que há vários anos impedia o avanço dos projectos previstos para a Alta de Lisboa chegou ao fim".
Em relação ao Eixo Central seria interessante também saber se "as parcelas muito pequenas, cujos proprietários são, em alguns casos, desconhecidos da autarquia" que impediam o seu desenvolvimento e para as quais se iria "avançar com a declaração de utilidade pública da expropriação destes terrenos, sendo expectável que a autarquia possa tomar posse dos mesmos “até ao final de 2009″." (a mesma notícia) já estão expropriadas em Maio de 2010 ou não. Para se perceber se as obras do Eixo Central avançaram sem a tomada de posse das mesmas (caindo assim no tal pecado mortal das vereações anteriores . com "ocupação de algumas parcelas de terreno sem se ter procedido à sua aquisição e sem autorização dos seus proprietários") e o atraso face aos prazos anunciados (veja-se este cartaz:http://www.viverlisboa.org/?p=1145) e o estado comatoso das mesmas se deve à falta de verba (voltaram os atrasos no pagamento das facturas) ou se aquilo que foi prometido ir ser feito ainda o não foi.
Relativamente às informações, desculpas e justificações prestadas pelo sr. V-P, deixo uns comentários breves:
1. Porque é que o contrato com a SGAL vai ser revisto? Porque esta vereação entende que a SGAL merece ser ressarcida dos prejuízos que teve com os atrasos da CML? Porque esta vereação acha que, apesar desses prejuízos e do esforço financeiro que sempre pendeu mais para o lado da enpresa, o contrato é leonino para a SGAL e, portanto, a CML quer mais contrapartidas? Porque sabendo das dificuldades financeiras presentes da SGAL a quer pressionar com exigências inaceitáveis que levarão ao abandono do projecto por parte desta empresa e dando assim uma óptima desculpa à CML para os atrasos? Ou, simplesmente, porque esta vereação não gosta dos termos do contrato e (como fez, por exemplo, com a Porta-Sul) quer outros de que goste mais?
2. Ainda que, geograficamente, a Santos e Castro seja periférica, o seu funcionamento está longe de ser despiciente para a Alta uma vez que irá desviar a maior parte do tráfego de atravessamento que hoje se verifica e que é tão responsável pelos engarrafamentos matinais. Não é por isso compreensível a subalternização que, com as informações apresentadas, o V-P lhe quer dar. Mais incompreensível ainda, é esta vereação não entender que, com as alterações que lhe foram feitas, a avenida passou a ser uma segunda via descompressora do tráfego da 2ª circular, logo ainda mais importante para a cidade.
3. Porta Sul: veremos quanto irá custar – ou irão custar – as soluções faseadas (soluções faseadas poderão ser financeiramente mais exequíveis mas são necessariamente mais caras). Veremos também, pela solução proposta, qual a vontade que esta vereação tem em relação à Alta. Será uma solução pobrezinha, só para resolver a ligação à Santos e Castro? Terá a grandiosidade do projecto chumbado pela ANA? E, não sendo uma rotunda, será o quê – um nó, um trevo?
Quando estará o projecto pronto, já que, em dois anos e meio, a CML foi incapaz de o terminar? Teremos uma versão à escala da saga do novo aeroporto de Lisboa? Ficará o mesmo dependente da solução para a ligação ao Campo Grande? Recordo a experiência das aquisições, expropriações e tomadas de posse na Alta – quantas décadas serão precisas para que os serviços consigam ter território para implantar a via de ligação?
Penso que é lícito concluirmos, pela nossa experiência de lisboetas e portugueses, que a Porta-Sul, como foi idealizada (uma "porta" simbólica de entrada num novo bairro) nunca será construída. De aqui a um ano (com optimismo) teremos uma ligação "provisória entre a 2ª Circular e a Santos e Castro, dir-nos-ão que o resto está em andamento, entretanto cairá esta vereação, a próxima virar-se-à para outras guerras… e pronto.
4. Eixo Central. O projecto "foi aprovado"??? Nunca esteve aprovado? O do Eixo Central? A que obras se refere o V-P? Se não me falha a memória, as obras começaram no final de 2008, de qualquer forma, nunca antes de António Costa. Foram as obras aprovadas por esta vereação que começaram sem o projecto estar aprovado? Foi a construção dos PER's que começou sem estarem todos as expropriações do Eixo Central feitas?
As obras encontram-se em execução? É, como o aumento ou não de impostos, uma questão de semântica. De facto, a empreitada não deve ter sido anulada e, como tal, está – em execução. Mas, ao passar todos os dias pela mesma e a ver tudo mais ou menos na mesma, as pessoas terão uma opinião diferente.
5. Centro Social da Musgueira. O V-P omite que o projecto de 2004, estava situado no único local que o PUAL deixava livre para a implantação de um equipamento desta natureza. Curiosamente, é à CML e a esta vereação que atribui o gostar da sua localização, quando até 2007, a mesma (?) CML não se opunha à sua localização. Omite, porque é politicamente incorrecto, que o CSM foi vítima do braço de ferro que se estabeleceu entre os moradores do Bairro da Cruz Vermelha e a CML, tendo a construção do novo edifício não passado de um pretexto, servido como mais uma arma de arremesso devidamente politizada para que uma vereação de esquerda recém-empossada se sentisse mal e assim cumprisse as exigências dos reclamantes. A arma funcionou, os moradores tiveram as obras que queriam e a CML, para não perder a face ideológica, mudou a localização do Centro.
Se a antiga localização era "má", o que dizer da nova? E o que dizer da competência de uma Câmara que se esquece de efectuar uma avaliação geológico-geotécnica dos terrenos da nova implantação, de modo a assegurar que as soluções iniciais não causarão ultrapassagens dos valores acordados com a SGAL? Não estará na base dos atrasos uma divergência quanto às verbas envolvidas?
Uma pergunta perturbante: se a SGAL não tiver disponibilidade financeira para avançar de imediato com a construção das novas instalações, o que fará esta vereação? Lavará as mãos como Pilatos atribuindo, mais uma vez, à SGAL as culpas por todos os atrasos (as actuais instalações do Centro, perturbaram a conclusão do projecto do Eixo Central)? Ou assumirá a sua responsabilidade, reconhecendo que o Centro Social da Musgueira é indispensável à comunidade e que parte deste atraso tem a ver com opções tomadas pela CML no passado (por exemplo, "esquecer-se" do Centro no PUAL) pagando ela a empreitada?
6. "O projecto do Centro Cultural está a ser reformulado devido aos elevados custos estimados para a sua construção"
É muito mais fácil e mediaticamente mais compensador concentrar todos os museus e esforços financeiros na Baixa, aumentando os desequilíbrios entre as várias partes da cidade e acentuando o zonamento actual. Para quê um Centro Cultural com capacidade para criar um novo pólo de atracção em Lisboa, diversificando, aumento fluxos, gerando riqueza e permitindo uma maior autosustentabilidade que contribuirão para a integração de um novo bairro na estrutura urbana quando se podem fazer flores com os turistas já conquistados? De facto, pouco separa o pitoresco do Estado Novo destas políticas…
7. Começo a pensar que a iliteracia também ataca quem lê as nossas petições. Não se queria fazer uma segunda rua Sousa Mendes. Pretendia-se dar dignidade à homenagem à ilustre personagem que o consûl foi, reparando a asneira que a CML fez ao atribuir o seu nome a uma ruela em Telheiras. Se, no passado, se mudou, alegre e despreocupadamente, o nome a artérias da cidade, porque não fazê-lo agora, publicamente anunciando e justificando? Se cada vereação ignora olimpicamente promessas e compromissos feitos pelas suas antecessoras, se se permite desviar-se e esquecer-se de contratos, será assim tão difícil voltar atrás e dizer, "enganámo-nos, este homem merece mais, quanto aos moradores atingidos pela mudança de nome terão todo o nosso apoio para resolver rapidamente as questões burocráticas criadas com a mudança"?
É uma sorte quando os regulamentos nos permitem fingir que são eles que nos impedem os grandes gestos e não a falta de coragem…
8. Parque Oeste. Devolvo-lhe o argumento. Para mim, neste momento, não é importante saber porque é que o Parque Oeste demorou 6 anos a ser executado. É saber porque é que, mais uma vez, esta vereação – em quem acreditei e da qual pensei que teria uma ética mais transparente e uma ligação aos cidadãos menos arrogante e hermética do que as que as suas antecessoras apresentavam – anuncia prazos e não os cumpre nem se justifica. Portanto, para si, senhor V-P, mantém-se a pergunta – porque promete esta CML 7.0 (considerando que, pela Vossa prática, ela é refundada a cada presidente no pós 25 de Abril) tanto que depois não cumpre? Porque foi a abertura do Parque anunciada para o ano passado e tal não ocorreu? E, melhor, porque não se justificaram perante os cidadãos os responsáveis?
Ah, afinal está tudo bem. E eu preocupado… Vou escrever uma cartinha à SGAL pois parece que afinal se a coisa não anda mais depressa é dela inteiramente a culpa.
E todos nós, 30.000 eleitores, a pensar que havia problemas…que disparate.
"No que respeita às questões de mobilidade é do conhecimento geral que a implementação da rede de metropolitano não é da competência da CML"
http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_conten…
"Há ligações dentro da cidade de Lisboa que estão a ser desenvolvidas e planeadas juntamente com os técnicos da Câmara de Lisboa", disse ontem a secretária de Estado dos Transportes durante a apresentação da extensão do metro ao Hospital Amadora-Sintra, recusando dizer quais. Ana Paula Vitorino disse que o anúncio poderá ser feito "dentro de semanas, quando a câmara o entender", e explicou que as obras em causa vão permitir "consolidar o miolo urbano" do metro.
Em equação, num plano que o vereador do Urbanismo e Planeamento Estratégico da Câmara de Lisboa sublinhou ao PÚBLICO estar ainda a ser alvo de "acertos", estão também o crescimento da Linha Verde de Telheiras a Carnide e da Amarela pelo menos entre o Rato e a Estrela, zona que no site do metro se define "com densidade habitacional elevada, mal servida de transportes públicos e com poucos lugares de estacionamento". O vereador Manuel Salgado adiantou que está também em estudo a possibilidade de se criar uma nova ligação entre as linhas Verde e Amarela, para "funcionarem como uma circular e servirem melhor o centro da cidade", mas não quis explicar onde.
do Publico, 11/09/2009
Costa e Perestrello unem esforços para levar o metro a Oeiras
Por Inês Boaventura
O candidato do PS a Oeiras garante que o metropolitano considerou a ligação "perfeitamente viável e interessante"
Levar a Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa até ao Restelo, e daí para Algés, Miraflores, Linda-a-Velha, Carnaxide e Outurela, é uma ambição comum de António Costa e de Marcos Perestrello, candidato socialista à Câmara de Oeiras, que ontem almoçaram juntos, em Carnaxide, para "acertar pormenores quanto à estratégia de mobilidade" do "único concelho confinante com Lisboa que ainda não tem metro ou não está inserido nos seus planos de expansão".
A explicação é de Marcos Perestrello, que justificou o encontro com o facto de essa estratégia ser "indissociável" do concelho de Lisboa, do qual foi vice-presidente até há alguns meses, e frisou que aquela expansão do metro "melhorará muito a vida das pessoas de Oeiras e de Lisboa".
"É uma questão central do meu programa eleitoral", disse o candidato socialista, dando conta que já discutiu a viabilidade do investimento com o presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa. A resposta que teve, garante Marcos Perestrello, foi que se trata de "uma ligação perfeitamente viável e interessante do ponto de vista da estrutura do metropolitano".
A ideia do candidato, que é também defendida por António Costa, é que a Linha Vermelha se estenda, em metro ligeiro de superfície, até à Ajuda e Alto do Restelo (numa extensão de cinco quilómetros) e daí para Algés, Miraflores, Linda-a-Velha e Carn axide (num percurso com igual dimensão). Marcos Perestrello defende que parte da obra, que permitirá aos moradores de Oeiras chegarem ao centro de Lisboa "em 15 ou 20 minutos" graças a um meio de transporte "infinitamente mais barato" do que o metro convencional, deverá ser paga pelo município.
O presidente da Câmara de Lisboa adiantou que o Governo deve concluir até à próxima semana o relatório final do plano de expansão do metro para o período entre 2010 e 2020, acrescentando estar convicto que o prolongamento à zona ocidental da cidade que vem reclamando vai ser contemplado.
No almoço participou também Jorge Jacob, vogal do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, que frisou estar ali na qualidade de candidato à Câmara de Oeiras na lista socialista.
Senhor Vereador,
Eu gostaria de viver numa cidade onde a CML desempenhasse o seu papel: o de executar atempadamente aquilo que é da sua competência e responsabilidade, mas também (e não de somenos importância) o de zelar que “terceiros” cumpram a sua parte.
Uma CML que reconhecesse a importância e a necessidade de determinadas infra-estruturas e equipamentos para o desenvolvimento da Cidade e que fosse parte interessada na sua concretização. Que fosse uma parte tão ou mais interessada do que os seus beneficiários directos, por conhecer melhor os assuntos, deles ter mais consciência e em última análise, porque é essa a função do executivo que para isso foi eleito.
Uma CML que não se alheasse dos assuntos e que não ignorasse os alertas e os contributos de quem, responsavelmente, quer dar uma mão.
Há muito a fazer. E se a Alta de Lisboa é realmente importante para a cidade… Faça! E seduza outros a fazer. Cumpra! E crie as condições para que os outros também o façam. Negoceie, pressione, exija, mobilize, interesse-se verdadeiramente e construa Cidade. Porque a CML deve estar na proa e não na popa do barco. Deve ser o camisola amarela e não o lanterna vermelha.
Não basta dizer que se está a estudar, que há dificuldades, que outros não querem, que outros não fazem… não basta assistir, não vale assistir. Isso também nós sabemos fazer e poderíamos fazer… e não fazemos.
Volver a casa siempre es muy botino, y que no eches de menos nada pues es normal por lo que tu misma has dicho. Cuando estas de nuevo en tu casa te sientes tan bien que casi no necesidad de echar nada de menos.Bueno, me alegro de que estes de vuelta!