Do que depende o sucesso de um parque?

Quem conhece o Parque Oeste e a Quinta das Conchas, dois dos maiores espaços verdes de Lisboa, não consegue deixar de comparar as respectivas taxas de utilização. A Quinta das Conchas é provavelmente um dos maiores casos de sucesso em Lisboa. E o Parque Oeste, provavelmente um dos piores.

As diferenças são muitas, a começar pela localização. A Quinta das Conchas está junto à Alameda das Linhas de Torres, servida por duas estações de metropolitano, tem malhas habitacionais já completamente estabelecidas e com população de todas as faixas etárias, enquanto que o Parque Oeste se encontra longe de acessos e envolvida por malhas habitacionais que tardam em ficar concluídas.

Mas esta diferença de localização não justifica por si só um eventual insucesso do Parque Oeste.

As orografias são também diferentes. A Quinta das Conchas tem uma enorme extensão plana, enquanto a quase totalidade do Parque Oeste está assente num vale acentuado pelo projecto de arquitectura que explora as linhas de água existentes para criar lagos artificiais. Estes planos inclinados impedem a utilização dos relvados para jogos com bola e os lagos causam receio aos pais das crianças mais pequenas.

Falta também ao Parque Oeste um parque infantil e uma cafetaria com esplanada. Os da Quinta das Conchas são importantes âncoras que aumentam o tipo de oferta funcional a quem lá vai.

Falta idade ao Parque Oeste, também, para que as árvores possam fazer sombra onde foram plantadas. Nas outras zonas do parque, onde por opção se utilizou cimento branco e pedra de calçada, será sempre difícil passear sem sentir o desconforto da luz excessiva.

E, claro, os bancos. No Parque Oeste os que existem são de pedra e não têm encosto. Não é por embirração das pessoas que estão invariavelmente desocupados. É mesmo porque são desconfortáveis. A autora do projecto, Arq.ª Isabel Aguirre, justifica a ausência de encosto nos bancos para não obrigar as pessoas a sentar-se viradas para apenas um dos lados. Permite também – diz ainda a autora – que as pessoas se deitem. Mas nem uma nem outra utilização se costuma ver por aqui.

Já na Quinta das Conchas, a imagem é esta:

Os dias de maior afluência no Parque Oeste são Sábado e Domingo. Pelas imagens, dá para perceber como são “conduzidas” as pessoas pelo percurso que a autora idealizou. Um parque para ser percorrido, não para ficar.

Caminhos que tentaram condicionar a utilização natural que as pessoas querem dar às coisas. Em vão, neste caso, como se vê pela marca do atalho pisado por quem passa ainda mais depressa do que a arquitecta quis.

Comments

24 Responses to “Do que depende o sucesso de um parque?”
  1. Ana Varela says:

    Apesar de morar mais perto do Parque Oeste, é à Quinta das Conchas que vou todos os dias. Para mim, o Parque Oeste precisa mesmo de uma cafetaria. Para o meu namorado, o facto de ser completamente aberto, sem qualquer tipo de vedação semelhante às Conchas é outra condicionante desfavorável. A mim isso não me incomoda, não o facto é que não convida a fazer nem um quinto das coisas que se fazem habitualmente nas Conchas.

  2. Gosto do parque das conchas, mas vou 100 vezes mais ao oeste. Adoro o parque oeste. tem os defeitos já inumerados várias vezes, mas os parques não devem ser todos iguais. que belas caminhadas ao fim da tarde e ao fds. desde que abriu a parte nova a afluência cresceu imenso. Só não cresce mais se não quisermos. quando tudo estiver feito e a passagem entre os 2 parques for natural, existirá uma complementaridade de usos. Em muitas cidades europeias se vêm espaços públicos de passeio, que convidam ao movimento. Porque é que o oeste não pode ser olhado desta forma?
    mas as sombras e os bancos mais confortáveis fazem falta principalmente para a população mais idosa, que durante o dia de semana tem um papel social fundamental para a vida do parque.

    • Tiago says:

      Luís, concordas que poderias fazer exactamente o mesmo num Parque Oeste com os tais bancos com encosto, o parque infantil, a cafetaria e o quiosque, não concordas? Concordas que podes fazer as mesmas caminhadas na Quinta das Conchas, mas que os teus concidadãos que gostam de ir às Conchas para se sentar num banco ou beber um café não o poderão fazer no Parque Oeste?

      O que é triste é ter-se gasto tanto dinheiro num equipamento tão limitado de usos, não feito a pensar nas pessoas, mas que as obriga a adaptar-se a ele e às ideias de quem o projectou. E teria sido tão simples pensar nisso antes.

      • Olá Tiago,
        Concordo, mas não será por isso que não usarei na vertente que já está disponível.
        Mas até acho melhor as caminhadas no Oeste, é mais sossegado.
        Como referi, as sombras fazem muita falta para uma fruição mais completa. Sou adepto do usufruto do parque pelo espaço em si. Acho que em Portugal falta-nos sempre qualquer coisa para sairmos do sofá. Lembro-me de passear em jardins e parques de Madrid, Londres e Amesterdão, sem cafés à vista, e com imensas pessoas que simplesmente aproveitam o espaço. Recordo-me também nas Conchas, que está sempre cheio junto ao café e ao parque infantil, mas um pouco mais para cima, que "custa muito porque é a subir", poucos são os que se aventuram. Será que não valeu a pena o investimento nessa área menos explorada?
        Como escrevi antes, quando os arruamentos entre os dois parques forem convidativos, vou beber um café e sentar à sombra nas conchas depois de uma bela caminhada pelo oeste.

      • …mas não sou nada contra o café ou a cafetaria no oeste. Acho que vai ficar bonito. Quando surgiu a notícia da falta de interesse no quiosque, coloquei aqui a ideia de ser a própria CML a investir, como acontece noutros concelhos para dar o impulso inicial. Outra alternativa seria a possibilidade de serem as várias entidades sociais – talvez as ligadas ao GCAL – a gerir o quiosque ou a cafetaria, se calhar numa óptica não do lucro rápido, mas de inserção na vida activa de jovens que estão desocupados. Será isto possível?

  3. Nuno says:

    O parque Oeste, com alguns defeitos, está a ser um sucesso. Basta ir lá ao fim da tarde. O que falta é finalizar as malhas ao lado do parque e que melhorem algumas infraestruturas.

    • Tiago says:

      Hum… Ok. Então se calhar temos de perceber o que quer dizer "sucesso", ou até se os objectivos de criar o parque seriam mesmo estes, de ter uma das menores densidades populacionais em espaços verdes em Lisboa.

      A penúltima e antepenúltimas fotografias foram tiradas no Domingo de Páscoa. Nunca tinha visto tanta gente no Parque Oeste. Seriam umas 100, 150 pessoas, no total. Quase todas a andar, a circular. Se o objectivo era este, pode dizer-se que o Parque Oeste é um sucesso, de facto.

  4. Monica says:

    sim faltam sombras, e infra-estruturas que chamem mais gente ao parque. uma cafetaria seria optima de facto. mas a mim tem-me sabido mto bem correr no parque ao final da tarde, e sabem que mais?! cada x somos mais os que vão para lá fazer algum exercicio.
    juntem-se a nós e comecem a contribuir para o sucesso. Quem sabe com mais gente não se somem as infra-estruturas

  5. Estou de acordo que o "sucesso" de um parque como o Parque Oeste demore alguns anos a consolidar-se pelas razões anteriormente apontadas: crescimento das árvores, conclusão e ocupação das malhas habitacionais que o rodeiam e a criação de novos hábitos nos habitantes… mas não posso concordar – opinião pessoal – com uma série de erros que aqui foram cometidos, e que considero crassos, tal como o Tiago já referiu…
    Sou pai de 2 filhos pequenos, moro "ao lado" do parque Oeste e acabo, invariavelmente, por ir sempre para o Parque das Conchas porque – e é apenas a minha opinião – o parque Oeste não tem "nada" que me "agarre" a mim e à minha família…
    (continua)

  6. Nuno says:

    Eu e a minha família passeamos lá todos os dias. E 2/3 x por semana corro lá em complementariedade com a pista de tartan… Para mim, pelo menos, é um sucesso…
    E o parque das conchas é, talvez, o melhor parque urbano que conheço no país, depois do parque da cidade do Porto.
    Por isso comparar os 2 parques, em fase de maturidade diferentes, pode levar a conclusões faliciosas… Embora eu concorde que existem bastantes coisas a melhorar!

  7. (continuação)
    Não houve interessados no café porque, como pensou e fez a arquitecta, é um parque para ser percorrido… não convida as pessoas a ficarem… e que falta me faz um parque infantil como o das Conchas… se calhar nem era preciso tanto… é um parque bonito, é certo… excelente para caminhadas e exercício físico… mas explicar isso aos meus filhos e até a mim é mais complicado! E já nem falo nos perigos à espreita nos lagos!… :o )

    Agora digam lá se este parque não fica mesmo bem numas brochura da SGAL para vender umas casinhas?…

  8. Nuno Guerra says:

    Se é um parque para ser percorrido, então no máximo as pessoas ficam lá uns 30 minutos. Já na Quinta da Conchas, sou capaz de estar lá pelo menos 1h.
    Também moro ao lado do Parque Oeste e acho-o completamente oco. Não sabe a nada. Optimo para fazer exercício, mas de resto… Falta-lhe espaços de convívio, como um restaurante e esplanadas com o que existe na Quinta das Conchas que proporciona o convívio entre amigos e familias que levam crianças e as podem ver brincar enquanto os pais estão na esplanada a ler um livro ou a conversar. O Parque Oeste além de oco é para individualistas não foi feito para juntar pessoas.
    Quanto aos lagos, e já tive oportunidade de o escrever neste site, parecem esgotos ao ar livre, tanto na aparência como em cheiros. E ao lado do Parque Oeste, no lado sul, já alguem reparou? Está completamente ao abandono. Se agora vai lá muita gente, quero ver no verão, sem sombras nenhumas… quem é que lá vai?? E depois nessa compare-se com o da Quinta das Conchas!

  9. PedroCG says:

    Lidas as opiniões, proponho que se avance desde já com uma proposta para mudança de nome para "Passeio Oeste". "Parque" pressupõe que se possa parquear, estacionar, parar, sentar, deitar – tudo o contrário do que a autora defende como sustentação do seu projecto.

    Um local que se justifica unicamente como espaço para corredores e caminhantes, parece-me redutor. E esperar que com ele se faça a "grande educação" dos cidadãos, pondo-os a fazer exercício físico é como obrigar toda a gente a só comer saladas e a beber água porque é isso que faz bem à saúde. Não é assim. Descansar, relaxar, pensar na vida debaixo de uma árvore ou passear a vista enquanto se bebe qualquer coisa numa esplanada também faz parte da nossa higiene mental. Faz bem.

    Tomar soluções projectadas como definitivas é um erro grave. Como todos os paisagistas sabem, uma coisa é o uso idealizado dos espaços projectados, outra o uso real que dele fazem os seus utilizadores. Por isso, os mais avisados e mais inteligentes (ou menos teimosos) têm por hábito deixar algumas soluções em aberto durante um ou dois anos para as afinar de acordo com a utilização e, com isso, melhor atingir o objectivo essencial de qualquer espaço público que será o de melhor servir os interesses dos cidadãos. Aqui, isso já foi feito – ainda que por infelizes razões e à bruta, sem consulta à projectista – com as protecções dos lagos superiores. Seria interessante, após este tempo que passou desde a inauguração, reunirem-se promotor e autor para essa "afinação" (a arquitecta há muito se mostrou receptiva à implantação de bancos com encosto, por exemplo). Mas com a SGAL em estado comatoso e os serviços da CML muito pouco abertos a "influências externas" (para não falar dos vereadores que, durante os próximos 3 anos, por princípios de "boa gestão" e alergia a "ideias avulso, atropelando e dissociando o planeamento e gestão" (por mais pensadas e coerentes com o planeamento anunciado pela CML no passado que elas sejam) estarão fechados a diálogos com movimentos de cidadania) não vejo isso possível.

    Continuaremos com lagos absurdamente fundos, atentatórios da saúde pública, relvados imaculados de tão pouco pisados e bancos por usar. Ainda assim, obviamente, o Passeio terá gente. No entanto, eu preferia que ele fosse mais do que local para poucos. Mais do que paisagem para os privilegiados que moram em redor, eu preferia que fosse sítio de estar.

    • naf says:

      Estou com o Luís Magalhães que em Portugal falta-nos sempre alguma coisa para sair do sofá. Viajei com alguma frequência a Dresden e aí quando fazia um pouco de Sol via as pessoas encherem as margens relvadas do Rio. Não havia cafetarias, ou bancos ou passeios e não era relva semeada, nem era um parque sequer. Era um espaço com erva junto ao Rio. Só isso. Isso não impedia que as pessoas levassem a sua toalhinha e se estendessem ao Sol.
      Não estou contra a cafetaria, ou parque infantil, bancos com encosto ou outra qualquer outra coisa que leve mais pessoas ao parque Oeste. Somos assim, precisamos dessas muletas, tudo bem. Mas caramba, temos um clima maravilhoso e quantas vezes optamos por nos enfiar num cinema, numa loja ou centro comercial.

      • Tiago says:

        Ó Nuno, desculpa lá, mas onde é que leste aqui alguém dizer que preferia ir para uma loja, um cinema ou um centro comercial em vez de passar uma hora a descansar, relaxar, pensar na vida debaixo de uma árvore ou passear a vista enquanto se bebe qualquer coisa numa esplanada?

        E comparar Dresden, onde as nesgas de Sol pelos vistos são raras, com Portugal onde temos a maior central de energia solar do mundo também não me parece grande coisa. Climas diferentes, hábitos diferentes, necessidades diferentes.

        • naf says:

          Tiago, tomaste o meu comentário de forma muito pessoal.
          Estás certo, quando há um nesga de Sol em Dresden ninguém fica em casa. E é precisamente isso que queria expressar. Nós damos como garantido este clima e acabamos por não o aproveitar. E contra mim falo. Neste momento vejo uma tira ensolarada do parque Oeste pela janela da cozinha e estou aqui no computador. O melhor que fazia era sair agora mesmo.

          • Tiago says:

            Não tomei nada, Nuno. A sério mesmo. Só acho que não tem o cú a ver com as calças. Se aqui chovesse durante meses e fizesse agora uma nesga de Sol saía tudo à rua e haveria milhares de pessoas felizes no e com o Parque Oeste.

            Mas em Portugal o sol não brilha como em Dresden, mansinho. É forte e dá-nos necessidades diferentes. Não saímos a correr por fazer sol lá fora. Pelo contrário, se estiver demasiado calor até nos protegemos em casa.

            Daí tentar ter dito no post que o Parque Oeste é incompleto. Argumentar que as pessoas não vão ao Parque Oeste pq preferem ficar em casa, ir ao cinema ou ao Colombo é não olhar para outros jardins em Lisboa – e evidentemente não falo só da Quinta das Conchas – e não querer olhar para o Parque Oeste como ele é.

            Fui agora espreitar o Parque Oeste à janela. Não vejo só uma tira, vejo a 1ª fase toda e ainda um grande pedaço da 3ª fase. Estão 12 (doze) pessoas. Quantas estão nas Conchas? No Jardim da Estrela? No Jardim das Amoreiras?

  10. Jorge Cancela says:

    Faltam quatro coisas essenciais ao Parque "Oeste" (que na verdade se chama "Vale Grande"): tempo, árvores, equipamentos e conexões.

    Tempo para que as árvores cresçam, o relvado se torne num prado natural, as edificações envolventes terminem, a Santos e Castro remate o Parque a nascente, o quiosque venha a funcionar, as pessoas se habituem a usá-lo.

    Árvores porque aqueles relvados enormes e inclinados não servem para nada a não ser para vir a ter um rebanho de ovelhas que o cortem a custo zero; tem de se tornar um relvado numa clareira e isso são as árvores que o fazem, definindo espaços "abertos" e "fechados", onde as sensações variam, o conforto visual é muito maior e a utilização potencial também.

    Equipamentos para criar âncoras de uso; os parques infantis são uma boa opção de facto, principalmente se diferentes do comum baloiço e escorrega e que funcionem como espaços de descoberta, "aventura" e interação.

    Conexões, para se montar uma infraestrutura verde coerente que percorra todo o bairro e que ofereça diversidade de uso; é assim essencial desenvolver o Parque Agrícola da Alta de Lisboa na Quinta dos Cântaros (por cima da pista de atletismo) e criar uma boa ligação pedonal e ciclável do Parque do Vale Grande com as Quintas das Conchas e Lilazes (a este respeito, o prédio que fecha a Helena Vaz da Silva é escandaloso, um exemplo de péssimo planeamento de conectividade de espaços públicos urbanos).

    Dito isto, devo afirmar que a concepção do Parque do Vale Grande é plasticamente muito interessante e isso pode valer por si.

    Mas o espaço exterior público, pago directa ou indirectamente com verbas públicas, terá de ser mais abrangente na sua fruição que apenas a de percurso visual.

    Os parques urbanos nasceram como equipamento pluri-funcional para o recreio (de "recreare", criar de novo) dos cidadãos e assim devem continuar. Permitindo que nos re-criemos, saindo deles de forma diferente e melhor que quando lá entrámos. Tudo o que não for assim não tem sentido.

  11. Joao Ramires says:

    O parque Oeste é demasiadamente "produzido", As Conchas são algo mais natural, há variedade, há zonas planas e colinas (no lado da mata). Há caminhos de cimento e caminhos de terra. Isto para além dos equipamentos referidos em outros comentários. E continua perigoso, uma criança caída naqueles pântano, nem uma boiá ou corda de salvação existe.

  12. "Abertura do Parque Oeste
    No dia 21 de Março abriu ao público uma nova zona verde, o Parque Oeste/Parque Vale Grande, localizado na Alta de Lisboa. Com a conclusão desta fase, foi completado um novo parque na cidade, com uma área de cerca de 27 hectares.Quem se deslocar ao parque vai poder desfrutar de uma pista de atletismo, de grandes relvados, de superfícies de água e, brevemente de uma cafetaria, um quiosque e de instalações sanitárias."
    É o que refere a Newsletter E-Pólen de Junho 2010

  13. bela says:

    boa………….

  14. John says:

    Queria deixar um post referente ao Parque Oeste. Acabei de dar uma volta pelo mesmo, na sua "nova extensão", junto ao Eixo N-S. Nem queiram saber o cheiro nauseabundo que o lago tem neste momento. Que grande diferença para o mesmo lago há 2 meses? E está cheio de limos/algas.

    O que se passa? Falta de manutenção da CML? Merece uma nota ao vereador dos espaços verdes, Sá Fernandes.

    • Luís Magalhães says:

      Já está, há quase duas semanas, uma reclamação feita no site http://naminharua.cm-lisboa.pt/ da CML. Podemos encher a zona do parque oeste nesse site com pins de reclamações sobre o estado desse lago, de preferência com upload de fotos, para mostrar a verdadeira dimensão da coisa.

      • Anonymous says:

        Também eu enviei há 15 dias uma reclamação via e-mail, e ainda aguardo resposta.

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