de Lisboa
6 March, 2010 by Carlos Moura-Carvalho

O amanhecer. Chegar pela ponte sobre o Tejo. Ler com os meus filhos nos jardins da Gulbenkian. Passear pelo Chiado. Andar de eléctrico. Beber a Ginginha do Eduardino com a minha mãe. Os pastéis de nata da Cristal. O café da Casa Pereira. O melhor caril do mundo do Sebastião. O Coro Alto do Museu do Azulejo. Correr junto ao rio. Namorar no Castelo de S. Jorge. Arroz negro do Solar dos Presuntos. Pão da Charcutaria da Duque d’Avila. Peru de Natal da Brasil. Pequeno almoço na Versaillhes. A Igreja dos Carpinteiros na Rua de S. José. A Igreja de S. Domingos. Os concertos na Gulbenkian. Pastéis de massa tenra do PapAçorda. Esplanadas. A conchanata da Av. da Igreja à noite, no Verão. O bitoque do Tico-Tico. Pães-de-Deus de madrugada na padaria da Almirante Reis. Os Dim Sum do Hong Kong, na Pascoal de Melo. A feira das Galinheiras ao domingo de manhã. Bife com ovo a cavalo e caneca mista no Café Império. A Quinta das Conchas. “A Canção de Lisboa”. A Solmar. Um pic-nic na Tapada das Necessidades. O CineConchas. Passear pela Guerra Junqueiro. O gin tónico num final de tarde na esplanada do Adamastor. Santo António. A igreja de Santo António. As mercearias da Rua do Arsenal. A vista da capelinha do Restelo. Rever o Annie Hall no Monumental. Ir ao cinema a pé. Guiar à noite no Verão. O António Macedo de manhã no rádio. Ir buscar os meus filhos ao Colégio. Um prego nas roulottes do Campo Grande. O Goethe Institut. A Maumaus. Ver o Museu do Chiado muito rapidamente. E devagar os quadros de Vieira Lusitano no Museu de Arte Antiga. O Camané. Com um Brilhozinho nos Olhos, do Sérgio Godinho. O Jardim da Estrela. A música do começo dos noticiários da TSF. Jantar ao fim do dia no Café Buenos Aires. Comprar rosas na Isaura. Mimar. Fernado Pessoa. Jantar no Bairro Alto. Vinho Granjó ao fim da tarde na varanda. O Sr. Avelino da Versailles. O Sr. Teixeira. Os meus amigos. O meu amor. A caipirinha e o vatapá da Comida de Santo. As lides de António Ribeiro Telles no Campo Pequeno. Bife tártaro no Gambrinus. Sporting. A tertúlia das sextas-feiras. Almoço de sábado na Colina. A “roupa velha” de dia de Natal. Fado. Sardinha assada. A praia do Guicho a 25 minutos. O escritório ao pé de casa. Saudade….





Tudo isso e:
A luz. Os perfumes. Os meus filhos aninhados no meu colo. Um sorriso de um aluno por ter descoberto algo completamente novo. A horta do avô a uma hora de distância. O colo da minha mãe. Os abraços do meu pai. As gargalhadas em coro das minhas irmãs.
Mas hoje sonhei com as minhas outras cidades. Tenho saudades!
Tudo isso e muito mais. O azul do céu. O pôr do Sol no Outono e na Primavera visto da 25 de Abril. A feira do livro no Parque Eduardo VII. O aqueduto das águas livres. Ver o meu filho correr no Miradouro de S. Pedro de Alcântara. O Miradouro da Senhora do Monte. Pasteis de Belém quentinhos. Compras no Chiado. As lojas do Bairro Alto.
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/GOP_2010_2013...
Ver pag. 70 e 200
40018 A1.02.P001 IMPLEMENTAÇÃO DO PLANO ALTO DO LUMIAR MJM DPImob 01.04 14.347.454 12.347.454 2.000.000
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/Relatorio_de_...
"A principal responsável pelo saldo da conta de Outros Credores, foi a SGAL dado que,
em 2008, se procedeu ao registo de todos os movimentos existentes entre a CML e
esta empresa, reportados a anos anteriores e que estavam por registar ou o estavam
incorrectamente (utilizando índices de actualização incorrectos). O correspondente
processo de regularização contabilística, efectuado no ano transacto, teve um impacto
nesta conta de 166,9 milhões de euros (contrapartidas em espécie por registar, com o
valor 154,6 milhões, e contrapartidas em espécie recebidas mas sem a
correspondente transmissão de lotes pela CML, 12,3 milhões)."
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/Relatorio_de_...
"A principal responsável pelo saldo da conta de Outros Credores, foi a SGAL dado que,
em 2008, se procedeu ao registo de todos os movimentos existentes entre a CML e
esta empresa, reportados a anos anteriores e que estavam por registar ou o estavam
incorrectamente (utilizando índices de actualização incorrectos). O correspondente
processo de regularização contabilística, efectuado no ano transacto, teve um impacto
nesta conta de 166,9 milhões de euros (contrapartidas em espécie por registar, com o
valor 154,6 milhões, e contrapartidas em espécie recebidas mas sem a
correspondente transmissão de lotes pela CML, 12,3 milhões)."
Dá vontade de rir…. de tão ridículo!…
Vejamos se percebi bem.
No orçamento da CML 2010 existem 14,3 milhôes para o PUAL (grande progresso relativamente a 2009). 12,3 milhões correspondem a dívidas em lotes de terreno da CML à SGAL. 2 milhões são "N/definidos".
Fica por saber:
- Que lotes de terreno são estes. Se são lotes da CML ou a expropriar e se estes lotes permitirão desbloquear algumas das situações conhecidas.
-Como serão gastos os 2 milhões "N/definidos".
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/P_42.pdf
Curioso, as informações dos serviços serem todas de antes do Verão do ano passado…
O que terá acontecido para só em Janeiro o loteamento ser aprovado?…
Farão estes lotes parte dos 12,3 milhões acima descritos?
E porque não avançar com a malha 22.1, que tem previsto mais comércio/serviços e que tem todos os acessos prontos?
A malha 22.3 fica mesmo ao disto:http://ulisses.cm-lisboa.pt/data/002/004/seteceus...
Bastante interesse da CML nesta zona, portanto.
Parabéns pelo descritivo!
Tb adoro Lisboa!