E quando Lisboa tremer a sério, como vai ser?
28 February, 2010 by Tiago Figueiredo

Quando Portugal tremer a sério como em 1755, como quebrou agora a terra no Haiti e no Chile, como vai ser?
Aqui em Lisboa, por exemplo. Os bairros históricos irão resistir? Os edifícios que têm ruído em Lisboa (quatro derrocadas em quatro dias na semana passada) são uma pequena amostra dos 7700 que se estima em mau e muito mau estado.
E a construção anti-sísmica dos edifícios mais recentes? Há garantias de os projectos terem sido respeitados?
E alguém está preocupado com isto? Há planos do Governo e da CML para minimizar os riscos e evitar a tragédia quando for a nossa vez?





com este ultimo tremor de terrra aqui na minha casa o nquarto ficou com uma racha no tecto,desde a janela ate quase á porta,claro que fiquei em panico,moro na colina de sao gonçalo,mais alguem verificou alguma coisa deste genero em suas casas????ou sera que foi coincidencia???
na minha nem um copo se partiu!
Ouvi apenas os sinos da árvore de natal a tilintar!
moro nos jsb.
Disseram-me que a zona da Alta é a mais segura de LX (juntamente como
Campo de Ourique). É verdade?
De acordo com a Carta de Vulnerabilidade Sísmica dos Solos publicada no site da CML não é bem assim…
http://www.cm-lisboa.pt/archive/doc/VulnSismica.p...
O sismo que foi sentido em Lisboa no passado mês de Dezembro foi considerado de média intensidade.
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?c...
Em termos de estabilidade dos solos penso que a zona de Lisboa mais segura é a Lapa, que se situa sobre um maciço calcário. Também as zonas a poente – Alcântara, Belém, Ajuda, e Restelo – e toda a zona de Monsanto estão sobre zonas de maior densidade e compacidade a nível geotécnico.
Quanto ao Lumiar, não está numa das zonas mais famosas, uma vez que se encontra sobre solos essencialmente areno-argilosos ou arenosos e com pouca consolidação. (fonte: Lisboa em Mapas – Informação Geo-Referenciada, 2001)
A CML realizou um estudo sobre a intensidade sísmica, baseado numa simulação de um cenário sísmico cuja fonte se situaria a 150km de Lisboa e com uma magnitude de 7.5 na Escala de Richter. O resultado foi, para a maioria da cidade, uma intensidade 8 na Escala de Mercali Modificada (que mede a intensidade dos estragos), 9 em algumas zonas – Lumiar incluído – e 10 em toda a zona ribeirinha poente à Praça do Comércio. (fonte: Lisboa em Mapas – Informação Geo-Referenciada, 2001)
Depois não esqueçamos a qualidade da construção… Infelizmente só há pouco tempo é que a legislação obriga a projectos de estabilidade onde o sismo seja incluído como factor de risco. Os edifícios mais antigos que estariam mais bem preparados para este tipo de catástrofe seriam os da Baixa Pombalina, uma vez que foram projectados e executados com o maior rigor, mas o que se verifica é que com as crescentes alterações dos proprietários essas características estão a ser alteradas.
Concluindo, não me parece que a nossa situação seja das melhores caso sejamos atingidos por um sismo de grande magnitude. Esperemos que continue a haver com maior frequência aqueles mais fracos, para que a tensão seja dissipada e o próximo grande sismo não ser tão catastrófico…
Sim, de facto será melhor muitos mais pequenos do um muito grande.
Mas ao contrário do que se pensa, estruturas mais flexíveis têm maior resistência a sismos de grande magnitude.
Lisboa está pejada de edifícios demasiado rígidos. Enquanto a construção pombalina, feita com materiais mais "moles" resistirá mesmo 255anos depois. a um sismo de grande dimensão. Moro na CSG e notei a onda de choque do sismo. A minha casa não sofreu qualquer danos, e fora algumas coisas a abanar nada de mais houve. tendo em conta que face sul dos edifícios levou com a onda de choque em cheio, e tendo em conta a flexibilidade dos mesmos, os solos pantanosos e mesmo a profundidade dos edifícios posso assumir um grau de resistência sísmica bastante elevado. Quanto a protecção civil, creio que infelizmente nem a eles próprios são capazes de se salvar em caso de sismo. Uma simulação que assume que construções e estradas estão de pé num sismo de grau 8, não está devidamente preparada para nos acorrer.