No Parque Oeste


Nas minhas viagens pela net, descobri na CubeMe este projecto interessantíssimo, que seria perfeito para a Alta, no espaço do Parque Oeste, onde em tempos Isabel Aguirre projectou um local de apoio ao jardim, com uma estufa, um pequeníssimo auditório para encontros e seminários e uma pequena cafetaria e nós pensámos num borboletário em parceria com a Lagartagis. É perto do Eixo Pedonal junto aos prédios projectados por João Luís Carrilho da Graça (malha 17). Seria perfeito para aí.

O investimento não parece elevado, do ponto de vista urbanístico seria uma mais valia, completando e dinamizando o Parque, o projecto de arquitectura é discreto, sóbrio, mas original e sociologicamente seria de extrema importância como local de convívio e encontro de todas as crianças.

Foi projectado pelo Mulders vandenBerk Architecten e fica em Utrecht, na Holanda. Existe um pormenor que me fascinou: a fachada tem gravadas imagens de lendas e histórias do mundo e foi concebida para estimular os sentidos e a imaginação das crianças, descobrindo e inventando novas brincadeiras. O interior, tem duas zonas, uma para adolescentes e outra para crianças.

Temos falado, ao longo dos anos, que o Parque Oeste não tem cumprido ainda todo o potencial que tem. Precisa de mais pontos de apoio, de mais âncoras, de mais luz, de bancos com costas (certo Tiago?….), para ser mais convidativo, para ter mais vida.

Um projecto deste tipo cumpriria muitos desses objectivos e preencheria uma lacuna do bairro. E a sua concepção e até construção poderia ser partilhada com professores, pedagogos, auxiliares e crianças das escolas e Jardins de Infância da Alta. Porque não?

Comments

2 Responses to “No Parque Oeste”
  1. Tiago says:

    Boa proposta, Carlos. Não estou bem a ver qual será o espaço para adolescentes aqui nas fotografias, mas não há dúvida que o Parque Oeste precisa das tais âncoras que tragam e fixem pessoas, como o Viver tem dito desde sempre.

    Os bancos com encosto são, a meu ver, o mais simples e mais óbvio (infelizmente não para todos) meio de conseguir esse objectivo. Não os projectados pela Isabel Aguirre, aqueles que estão no topo do parque, mas outros, confortáveis, com costas a sério, para uma pessoa se sentar durante uma horinha a ler ao Sol.

    Esta questão dos bancos é longa e deixa-nos sempre com um sorriso (Certo, Carlos?). Pelo menos, mesmo sem bancos ainda, ajudou a um dos momentos altos do Canalta 17b.

    [youtube THyTVgmXOCM http://www.youtube.com/watch?v=THyTVgmXOCM youtube]

  2. Carlos Ribeiro says:

    tá fixe

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