Michael Bublé em Lisboa
5 January, 2010 by Carlos Moura-Carvalho

Ontem, sonhei que passeava pela Avenida Aristides Sousa Mendes e me dirigia para um espectáculo do Michael Bublé no Centro Cultural Stanley Ho. Tinha ido de Metro, a noite estava amena e o passeio até ao Centro projectado por Siza Vieira, cerca de 200 metros, fazia-se muito bem, parando de vez em quando nalgumas montras das lojas que iluminavam o boulevard.
O sonho prosseguia. Tranquilo. Agradável. Bom.
O espectáculo era aquilo que esperávamos. Bublé em grande forma e os convidados, Nelly Furtado e Camané, em estimulantes participações. A noite, há muito esperada, prosseguia no Jazz Bar, situado na parte Este do Centro , desde o ano anterior, explorado pelo Hot Club.
Noite dentro e com o Metro já fechado, dirigiamo-nos com amigos, entretanto encontrados, ao parque de estacionamento subterrâneo em frente ao Parque Oeste, que estava iluminado, destacando as bonitas e altas palmeiras que confrontavam a Avenida. Seguíamos para casa, reconfortados, com a lembrança das músicas ouvidas.
A Alta era aquilo que tantas vezes sonhara… acordado. Tinha-se conseguido ultrapassar indecisões, inércias, hesitações e concretizado os projectos tão detalhadamente esmioçados, como agora se diz. Provavelmente, os protagonistas eram outros, quer na UPAL, quer na CML, quer na SGAL.
Melhor, só podiam ser outros. De repente, estava lá tudo o que diziam ser impossivel, ilegal, megalómano, utópico, que precisava de mais estudo…
Acordei. Surpreendido e um pouco angustiado, confesso.
Tenho para mim, que quando se sonha determinada coisa, ela demora a realizar-se. Prefiro, por isso, sonhar acordado. Imaginar, planear, conceber. E prefiro ver acordado, aquilo que idealizo. Prefiro a satisfação do sonho realizado estando na plenitude das minhas faculdades. Estando desperto, a 100 %. E prefiro ser surpreendido nas mesmas condições.
Sonhar é bom. O sonho de ontem era bom. Era a cores. E era óptimo que fosse uma espécie de premonição. De antevisão.
Pode ser. Pode ser que haja surpresas boas. Pode ser que 2010 traga novidades. Mudanças. Novos ventos. Novos protagonistas. Novos sonhos. Daqueles que se tem acordados.
Era mesmo bom.
Pode ser. Afinal, “The best is yet to come”



Carlos Moura-Carvalho em grande!!!
Um bom 2010 para si. Para todos nós. Com muitos sonhos… e outras tantas realidades.
Abraço,
[youtube 2DA-mzhk0s4 http://www.youtube.com/watch?v=2DA-mzhk0s4 youtube]
Carlos, não se atreva a fazer um programa desses sem me convidar! Também quero!
Até lá, também vou sonhar acordada. Será que fazer figas resulta?
Se bem te vou conhecendo, não vais ficar apenas à espera que o sonho se torne realidade. Conta comigo para o tornar realidade.
Poderão ser pequenos passos e pequenos contributos é certo, mas …. que fazem a diferença.
Good things come to those who wait!
Espero assim vivendo, trabalhando, fazendo compras, pagando impostos e votando aqui na Alta e para a Alta!
E com a esperança de o voltar a encontrar na rua, talvez já muito mais velha curvada e cumprimentando os meus alunos já adultos que se cruzam comigo na rua depois de um dia de trabalho.
Sonhar é bom! Esperar também!
Ontem vi alguém a fazer obras na sua antiga casa. Tenho pena de já não ser meu vizinho!
Também eu tenho muito pena. Acredite.
Investi muito em termos pessoais e familiares, já para não falar dos profissionais, na Alta.
Mas não conseguia continuar a viver num local único, fantástico, com imensas coisas que entendo serem fundamentais para viver, mas que estupidamente estagnava e definhava por inércia, incúria, incompetência e interesses pessoais e políticos.
A falta de dinheiro e a crise geral e do imobiliário têm sido um bom pretexto para esconder tudo isso.
A verdade é que esses interesses instalados são de tal maneira fortes que derrubam e aniquilam quem se lhes opõe.
Confesso que estava cansado de tanta falta de decência.
E não vejo nenhuma evolução. Muito pelo contrário.
Tenho pena!
Sei que merece tudo de bom.
Esperar demais nunca é bom! O que é bom é que se cumpram os prazos e que não façam de nós uns idiotas que pagam impostos.
Por mim também vou conservando um pouco de esperança e evito sempre olhar para os "cartazes dos prazos"!