Com a cor que quisermos

Um dos problemas comuns das nossas cidades, é a acumulação de lixo nas ruas até ser recolhido. Nos mais variados locais, à porta dos prédios ou junto aos vidrões e papelões, é frequente vermos lixo, jornais, cartão e, até, móveis antigos acumularem-se, às vezes durante dias.

É um problema que existe muito em Lisboa, mas também noutras cidades. É revelador de uma postura social e ilustra bem o comodismo e egoísmo muito frequentes nos nossos dias, pois em vez de se colocar o lixo nos sítios apropriados e, no caso de volumes de maior dimensão, telefonar-se para os serviços de higiene e limpeza das câmaras municipais, opta-se pela solução mais fácil, eventualmente, mais rápida, mais cómoda, que é pôr tudo à porta de casa à espera de ser recolhido por alguém.

Mas também revela um deficiente serviço das entidades públicas responsáveis pela limpeza das nossas cidades, nomeadamente, uma incapacidade de se adaptarem a novas realidades, apresentando soluções inovadoras que informem e contornem um realidade constrangedora, feia, negativa, da vida urbana.

Mas há esperança. A anycoloryoulike é um projecto original de contornar esta situação. Uma forma de tornar mais bonita uma situação feia. Não pretende, naturalmente, ir ao cerne da questão, resolver as causas do problema, mas “apenas” melhorar a situação. E, isso, é também uma forma de ajudar a resolver o problema.

Com a colaboração de moradores e comerciantes locais, o lixo é colocado nas ruas em grandes sacos coloridos, até ser recolhido. É uma intervenção urbana imaginativa desenvolvida em Nova York, que cria unidade, motivação de bairro, e bom ambiente. Para concretizar a ideia, foram escolhidos determinados condomínios que aderiram ao projecto, que contou com jovens artistas que criarem sacos bio-degradáveis, amigos do ambiente, fazendo da acumulação de lixo verdadeiras esculturas vivas. O projecto foi desenvolvido pelo artista Adrian Kondratowicz e podia, perfeitamente, ser replicado e adaptado na nossa cidade e no nosso bairro. Podia?… Ou pode?…

Mais informação aqui.”

Comments

13 Responses to “Com a cor que quisermos”
  1. Tiago says:

    Eu acho que pode. Basta a CML e a DHURS (http://lisboalimpa.cm-lisboa.pt/) lerem a ideia e gostarem dela, para a aplicar.

    Estou certo que uma CML pró-activa e dinamizadora da cidade irá acolher muito bem esta ideia.

    Só têm primeiro de a receber por email.

  2. Tiago says:

    [youtube ZV07rs3FIT0 http://www.youtube.com/watch?v=ZV07rs3FIT0 youtube]

  3. Ana Barata says:

    Eu também acho que pode. Prevejo que a CML coloque a questão que é levantada no link do post e que tem a ver com o preço mais caro destes sacos artísticos e 100% biodegradáveis… Mas há investimentos que valem a pena e este pode ser um deles. Melhora substancialmente a imagem da cidade e chama a atenção para o problema.

    Também vale a pena uma regularidade maior na remoção do lixo em Lisboa para evitar situações tão frequentes como esta da foto.

    Há pormenores simples que também poderão fazer a diferença. Um deles é afixar nos contentores o número de telefone dos serviços competentes para fazer a remoção dos chamados “monos” ou do “lixo informático”, por exemplo. O comodismo das pessoas é muito, sim. Mas muitas vezes estes serviços não são suficientemente conhecidos e divulgados e as pessoas não sabem para onde ligar.

    • Tiago says:

      Boa ideia, essa de colocar o nº de telefone nos contentores. Mais uma boa ideia.

  4. CarlosMC says:

    E se não contarmos com a DHURS? E se fizermos uma experiência piloto num condomínio da Alta à escolha (JSB, Condomínio da Torre, Colina de S. Gonçalo, Páteo S. João de Brito…) envolvendo a administração do condomínio, moradores e comerciantes e com a colaboração de todos comprarmos uns sacos diferentes para que este Natal as ruas da Alta fiquem um pouco diferentes? Seria uma forma de informar, mobilizar e actuar. Podia ser pontual ou, caso resultasse, mais duradoura. Seria um teste. Não muito difícil de concretizar.
    Fiz uma pesquisa rápida no Google e há várias empresas no mercado a fazer sacos biodegradáveis de diversas cores e tamanhos. Vou pedir orçamentos e depois digo. Vamos ver o que dá.

  5. Ana Barata says:

    Here we go again… :) :):)

  6. Sim, fica bem mais bonito :) e acho óptimo que se faça um teste na Alta!!

    Deixo aqui a experiência que tive em Campo de Ourique, onde morei a 50 metros de um ecoponto:
    nem 1 hora depois da recolha da CML já encontramos um amontoado de sacos mal amanhados com roupa, lixo orgânico, garrafas (sim, junto de um vidrão com espaço), electrodomésticos, tábuas, embalagens…

    Sei que não é politicamente correcto dizer isto, mas… MUITAS pessoas são é mesmo porcas!

  7. moradora says:

    Na Alta de Lisboa os condomínios que referiram têm caixotes do lixo. Os sacos são colocados dentro dos caixotes, em casas do lixo, que posteriormente são colocados na rua.

    O PER da Rua Tito Morais tem ecoponto e os caixotes tradicionais com um aspecto miseravel. Sugiro é que se gaste dinheiro na instalação de ilhas ecológicas à semelhança do que se faz no concelho de Vila Franca de Xira ou na Ericeira, para substituir estes contentores horrorosos.
    Também gostei da ideia da Ana!

    A experência dos sacos coloridos é gira mas claramente não se aplica à Alta, uma vez que não é assim que se faz a recolha do lixo por aqui. E em termos ecológicos por enquanto assim é melhor!

    • CarlosMC says:

      Provavelmente não me fiz compreender, mas o lixo que me referia não é esse. É aquele que tantas e tantas vezes é colocado ao pé desses caixotes e dos ecopontos (quase sempre) à noite. Eu sei que os condomínios que referi têm caixotes do lixo, têm casas do lixo e sei também qual é o procedimento. Mas seguramente já deve ter visto na Alta – à noite, ao fim de semana e nos dias que os caixotes não são recolhidos – algum tipo de "lixo" ao pé dos caixotes, dos ecopontos e atºe nalgumas esquinas.
      Era em relação a esses que penso se poderia fazer uma campanha de sensibilização. E o meu contributo e desafio foi meramente cívico. Os sacos coloridos são um mote para informar procedimentos e criar união na Alta. O custo seria simbólico. E como temos vários dos colaboradores do Viver que estão ligados a administrações de condomínios, não seria difícil apoiarem a iniciativa que beneficia todos.
      Aproveito para dizer que a Alta foi dos primeiros sítios em Lisboa a ter recolha selectiva e personalizada do lixo que, até, começou nos PER. Em concreto no PER 11, em 2002/2003. Mas apesar do trabalho positivo desenvolvido a esse nível pela DHURS, ainda há muito a fazer do ponto de vista cívico.
      Quanto à sua sugestão das ilhas ecológicas, gostaria de percebê-la melhor e quais as suas sugestões para concretizá-la.

      • moradora says:

        Os custos nunca são simbólicos porque 1 saco por dia x 250 fracções acaba logo com a simbologia.
        A sugestão é a CML construir isto:
        http://2.bp.blogspot.com/_0NtkLDlCL6U/Ssi8kw9gFtI
        onde há isto:
        http://img.rtp.pt/noticias/images/articles/376739

        não estou a ver como posso ajudar a não ser votando em gente que faz.
        Como a maioria vota em quem fala, fico à espera!

        • Tiago says:

          Existe sempre a possibilidade de fazer a proposta à CML, Ana. Desistir e baixar os braços é morrer.

  8. moradora says:

    off topic

    Partilha de alfaces da horta da escola 34
    Sexta-feira dia 20 à porta da escola.
    Contamos com a vizinhança!

  9. moradora says:

    off topic

    Feira do livro/escola 34

    Planeta Tangerina e Kalandraka
    na primeira semana de Dezembro
    Preços de feira

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