Vale a pena Viver na Alta de Lisboa?

De um leitor e potencial interessado em vir viver para a Alta de Lisboa, recebemos um pedido de informação. Uma boa oportunidade para os leitores que moram e vivem na Alta de Lisboa expressarem as suas opiniões.

Bom dia…

Gostava de saber umas coisinhas acerca da Alta de Lisboa!

  1. A insegurança existe mesmo neste bairro? isto é, podemos passear livremente pelos jardim ou temos de estar sempre a pensar que é uma lotaria e uma sorte não me ter cruzado com alguém que quer ficar com o que é meu?
  2. Li algumas noticias sobre a esquadra de policia que a final ficava só de transito… como acabou toda essa barafunda?
  3. Em relação as casas, no jardim de são bartolomeu, aquelas paredes em pladur são uma solução viável ou são uma grande porcaria?
  4. Os acessos vão ser feitos? e estão a ser feitos? as partes sociais como centro cultural e o polidesportivo / piscina etc são para quando? alguém tem ideia?
  5. já agora posso saber o que se passou com o condomínio lx? porque é que pararam a obra? alguém sabe?
  6. E só mais uma questão… o metro sempre vai ter um a estação na Alta de Lisboa, se sim, aonde está prevista ser a estação?

cumprimentos

Miguel Pais

Comments

27 Responses to “Vale a pena Viver na Alta de Lisboa?”
  1. moradora says:

    As paredes são mesmo boas: para isolar som e temperatura; para poder deitar abaixo e fazer outras onde nos apetecer; mais simples de pregar um prego.

    Passear no parque é sempre uma lotaria em qualquer lugar do planeta. Sendo que aqui nunca me cruzei até hoje com ninguem assim.

    Os equipamentos estão a ser re-estudados e por isso não sabemos o que vai ser construido nem quando. Mas alguma coisa será construida certamente. E alguma já foi e funciona bem.(Polidesportivo, Pista de Atletismo)

    Quanto ao Metro, também não se sabe. Mas se a Pontinha tem Metro a Alta também terá. De qualquer forma já há metro muito próximo na Ameixoeira, Lumiar e até Conchas. Tudo a distâncias que se fazem muito bem a pé dependendo de onde vier a viver na Alta.

    Quanto à polícia temos uma pequena esquadra no bairro da Cruz Vermelha. Quando há problemas chamam a polícia de intervenção, escola segura ou PJ.
    Os poucos que por lá trabalham são simpáticos e fazem aquilo que podem.

  2. miguelpais says:

    muito obrigado!

    pela rápida resposta…
    tenho uma grande vontade em ir para a Alta de Lisboa, não só pela relação preço/qualidade/"centralismo", mas também porque vejo que há um bom espírito dentro dos moradores e uma faixa etária que será próxima da minha e com isso têm os mesmos gostos e interesses!

    Por outro lado os medos do típico "velhos do Restelo", que como devem saber passam pelo medo do projecto inicial colapsar e ir tudo por água abaixo! ficando a alta como uma cidade abandonada e esquecida… havendo com isso uma acentuada desvalorização do imóvel!!! outro receio que tenho e esse pelos vistos poderá não ser tão mau como dizem é a questão da insegurança!!!!

    Cumprimentos
    Miguel Pais

  3. Tiago says:

    Olá Miguel. Posso agora responder às perguntas.

    1 – Não conheço casos de assaltos ou agressões nem no Parque Oeste nem na Quinta das Conchas. O que ouvi dizer foi sempre no "diz que disse", tal como já ouvi dizer que no jardim do Príncipe Real havia miudos que se escondiam em árvores para assaltar pessoas à noite, ou no Jardim do Campo Grande que a qualquer hora do dia uma pessoa se arrisca. No bairro ando à vontade, em qualquer lado. Mesmo. Acho importante sairmos à rua com vontade de a conhecer precisamente para a ocupar e tornar habitada. Um bairro seguro depende muito mais dos hábitos e da vontade da população, do que de câmaras de vigilância ou patrulhas de polícia.

    2 – Ainda não acabou. O António Costa, enquanto foi Ministro da Administração Interna quis que a SuperEsquadra ficasse apenas afecta à Divisão de Trânsito. Agora enquanto Presidente da CML já disse várias vezes que isso era impensável e chegou a reunir-se com o Governador Civil para alterarem esse disparate que o Governo tinha feito… Mas ainda não há novidades.

    3 – As paredes em pladur parecem frágeis, mas têm muitas vantagens, como a Ana referiu no comentário anterior. Isolam bem e deixam a casa quentinha.

    4 – Quanto ao acessos, o Viver tem uma longa história de posts que basta consultar na pesquisa. O Eixo Norte-Sul está concluído, a Av. Santos e Castro está a 5% de ficar concluída há 3 anos e o Eixo Central está a ser construído. O Eixo Central é essencial para a Alta e vai dinamizar muito o bairro, acredito. A CML vai desbloquear uma série de nós que têm impedido a SGAL de avançar com as malhas de habitação e escritórios que são essenciais para o desenvolvimento do projecto. Depois falta a Porta Sul, para ligar a Santos e Castro e o Eixo Central à 2ª circular, que o Vereador Manuel Salgado fez o favor de atrasar mais 6 anos ao decidir anular o projecto anterior e recomeçar tudo de novo.

    5 – O LX Condomínio foi embargado pela CML de forma patética, depois de o terem aprovado. São estas coisas que nos fazem pensar que se os senhores da CML quisessem sabotar a Alta não fariam diferente. Mas o próprio Vereador Manuel Salgado nos garantiu por escrito que "não é verdade que se esteja a atrasar intencionalmente o projecto da Alta de Lisboa".

    6 – Pois, também ainda não se sabe bem e já houve várias hipóteses. A mais provável é o prolongamento da linha vermelha passar por baixo o Aeroporto e ligar à estação do Lumiar, criando uma estação na Alta de Lisboa no final do Eixo Pedonal, na ponta sul.

    Em suma, houve nos últimos anos, apesar de todos os atrasos inesperados por quase total responsabilidade da CML, muita adaptação das pessoas ao bairro, diminuição dos conflitos existentes, esbater de fronteiras. Claro que há muita coisa a fazer ainda, a todos os níveis. Mas morar cá e viver cá tem sido para mim uma experiência muito agradável. Vivi 25 anos perto do Bairro Alto e adoro Lisboa antiga, mas fascina-me uma cidade em construção, com plano de urbanização, e mais sossegada do que a maioria dos bairros.

  4. naf says:

    Olá Miguel,
    sou morador na Alta há mais de 5 anos. Já vi o projecto mais parado do que agora. Felizmente há por aqui uns senhores e senhoras que vão animando o pessoal a mexer-se e a fazer algo.
    A rotunda das 5 vias sobre a qual pode ler aqui no site é um exemplo bem sucedido da persistência e vontade de alguns moradores em mudar as coisas. Esperemos que venha a ser mais um.
    Quanto ao "problema" da segurança… No meu prédio já foram assaltadas casas, é verdade. Mas onde morava, em benfica, também, e até me assaltaram o carro mesmo à porta de casa. Ando absolutamente à vontade na rua, de dia e de noite. Como em qualquer outro sítio é preciso ter cuidados mas nunca andei por aqui a olhar por cima do ombro,
    O que me incomoda e preocupa mais não é tanto a insegurança mas a destruição, por graffitis e outros meios, do mobiliário urbano. Também disso já se falou aqui e espero que consigamos mudar isso.
    Cumprimentos e espero que venha a ser nosso vizinho.
    Nuno

  5. miguelpais says:

    Mais uma vez muito obrigado por todos os esclarecimentos!

    já agora… alguém que more no "JSB"… Jardins de São Bartolomeu, sabe informar-me para quando estão previstos colocar o estores exteriores?????
    ou era só uma invenção ou ideia miracológica da vendedora simpática da SGAL???

    Miguel

  6. Tiago says:

    Eu oiço falar da colocação dos estores exteriores nos JSB ainda antes de ter vindo para cá morar. Há uns quase 4 anos, portanto. Mas ainda não conheço qualquer solução proposta oficialmente. Pode ser que alguém melhor informado consiga dizer alguma coisa a esse respeito.

  7. Tiago says:

    Livre de colocar estores exteriores não é. É uma solução que implica aprovação do condomínio e idealmente passará pelo arquitecto. Na maioria dos meses também vivo bem sem eles, mas há uns alguns bem quentinhos. Cheguei a medir 37 graus na sala.

  8. MrSteed says:

    O arquitecto que projectou aquilo ainda está no ramo? Tem nome? Já aprendeu que em Portugal edifícios com grandes superfícies envidraçadas são um disparate?

    • PedroCG says:

      Edifícios de habitação com grandes superfícies envidraçadas são um disparate. Os de terciário não são, António ;-)

  9. moradora says:

    livre de fazer dentro de casa o que lhe apetecer, obviamente.
    Desculpe se não fui clara!
    Nos dias dos 37 graus, experimentou abrir as janelas das traseiras e provocar correntes de ar entre a zona norte e sul da casa?
    Fechar screens de dia e abrir janelas à noite?
    Vai ver que ajuda.
    Nos dias de 0 graus na rua, sabia que cá em casa não ligámos nunca um aquecedor. Nem no dia que nevou!
    No Inverno o sol anda mais baixo e bate mais nos vidros deixando a casa morna. No Verão anda mais alto e portanto as palas funcionam.

    uma arquitectura ecológica tal qual os produtos biológicos das hortas. Dão mais trabalho mas sabem melhor!

    • PedroCG says:

      Ó Ana, lá que goste muito da sua casa é seu direito, agora não chame arquitectura "ecológica" aquilo que não o é.

      E, ainda que todos os "truques" usados pelos moradores sejam aceitáveis e boas soluções, são tão exógenos quanto os aquecedores ou ares condicionados. Boa arquitectura térmica é aquela que funciona sem ser necessária a intervenção do seu ocupante.

      A questão do aquecimento excessivo das salas nos dias quentes não se prende – nas salas dos edifícios orientados a Sul, já que nas salas do edifício orientado Nascente/ Poente o problema é esse mesmo e as "palas" são impotente para o solucionar – com a incidência solar antes com o excesso de área envidraçada (como sabe, o vidro tem uma menor inércia térmica do que as fachadas opacas) o qual leva a que as trocas térmicas interior/exterior sejam menos "mediadas" ficando assim o interior muito mais susceptível às condições exteriores. O efeito de estufa é notório e o Tiago tem toda a razão em se queixar dos 37º da sala (no edifício perpendicular, acredito que no final dos dias de Verão a temperatura suba, sem condicionantes, a mais de 40º). É claro que pode criar correntes de ar, pôr cuvetes de gelo à frente de ventoínhas, fingir que gosta de temperaturas tropicais. O que é facto é que, face tanto à legislação actual como às actuais políticas de edifícios sustentáveis em termos energéticos, os edifícios em causa são, em termos térmicos, um falhanço. Têm boa arquitectura, uma boa distribuição de espaços interiores, deixam os seus habitantes contentes com o investimento, o que quiser. Mas, termicamente, ficam mal.

      Aliás, se assim não fosse, nunca teriam existido tantas reclamações, reuniões, e pedidos pareceres de especialistas, como houve, não é?

    • Luísa Ferreira says:

      Concordo em absoluto com o Pedro e com o comentário anterior do Mr Steed!
      Não moro nos JSB e acho o condomínio muito bonito!
      Agora que o senhor arquitecto que o projectou sabia perfeitamente que aquelas fachadas de vidro iriam provocar sobreaquecimento, ah isso não acredito que não soubesse! E se não estudou convenientemente a insolação dos vários edifícios ao longo dos meses do ano, então deveria ter estudado. O "franjinhas" dos Arq.s Nuno Teotónio Pereira e João Bráulia Reis foi Prémio Valmor em 1971 – que diabo, já tinham tempo de ter aprendido qualquer coisa!

    • MrSteed says:

      você tá a reinar não tá? é uma brincalhona não é? :p

  10. Tiago says:

    Sim, nos dias de calor, obviamente que abri as janelas. Não corria aragem, infelizmente. E sim, os blackouts estão fechados de dia e as janelas abertas à noite. Tudo isso. 37 graus.

    E é verdade que no Inverno a casa é óptima, embora eu tenha precisado de ligar o aquecimento nas noites mais frias.

    A pala está um metro acima do que devia estar. O único mês do ano em que sombreia por completo as janelas é Agosto. A partir de Setembro, com o Sol mais baixo mas ainda temperaturas exteriores altas, chegamos aos tais 37 graus.

  11. BOliveira says:

    Vale.

    Cresci aqui nas redondezas, já morei na Estefânia e no Rato mas decidi voltar para cá.
    Apesar de só ter me mudado para os JSB em Agosto de 2006 sempre segui as obras. Há alturas em que as coisas parecem avançar a ritmos estonteantes e alturas em que isto parece quase parado. Mas já há muita coisa construída. O Parque Oeste e os acessos ao Eixo Norte-Sul são as infra-estruturas mais relevantes e que me deram bastante qualidade de vida. Acredito que outras viram.

    Pelo Eixo Norte-Sul, tirando as horas de ponta, consegue-se estar dentro e fora da cidade em poucos minutos.

    O desafogo da construção, para o qual contribui os vários espaços verdes, passeios amplos e zonas de lazer, fazem deste bairro apetecível para viver. Outra é a relação qualidade-preço.

    (Continua…)

  12. BOliveira says:

    Quando digo que moro aqui, algumas pessoas franzem logo o sobrolho. Não escondo que há por vezes algumas situações menos boas, exemplo disso é a relatada pelo Tiago no post a seguir a este. Mas uma coisa é certa, nunca me senti inseguro e atravesso todos os dias a Alta de bicicleta desde a Quinta das Conchas até aos JSB.

    Outra vantagem, para quem pode e gosta, é esta! Os pequenos desníveis são facilmente vencidos por uma bicicleta. Como trabalho perto da Quinta das Conchas, uso-a como meio de transporte diário. É um meio bastante rápido e eficaz para quem quer ir apanhar o metro, quer seja à Ameixoeira, Lumiar ou Quinta das Conchas.

    É claro que também há contras. Para quem gosta de um bairro com vida (comércio, muitas pessoas na rua, etc.) só encontra um pouco disso na parte Sul da Rua Helena Vaz da Silva. Do lado Norte do Parque Oeste ainda há pouca coisa. Outro "contra" é viver sempre perto de um estaleiro, há ruas que ainda não são definitivas, camiões a passar…

    (Continua…)

  13. Tiago says:

    Obrigado pelo comentário, Bernardo!

    A discussão dos estores é importante, mas um pormenor em tudo o que é viver aqui. E a verdade é que também eu me sinto muito bem a Viver neste bairro, gosto muito da casa apesar de aquecer nalguns meses, gosto de sair e passear nos espaços verdes, gosto de ir ao comércio. Aqui na zona Norte da Alta está menos desenvolvido, mas cabe-nos ser nós a a desenvolvê-lo. Há bons talhos, boas merceareias, bons cafés. Muitos estão nos prédios de realojamento, mas é só atravessar e verão que o acolhimento é excelente.

    E é verdade que há uma parte da população com genica e vontade de fazer melhorar as coisas. Isso é excelente e dá a todos uma esperança feliz.

  14. BOliveira says:

    Agora… outra questão delicada. Viver nos JSB para algumas pessoas pode parecer idiota. Viver naqueles envidraçados?! É em parte verdade. As casas têm um problema térmico grave. Mas digo já que não estou arrependido por ter comprado cá casa. As divisões são muito boas e modo de disposição é quase perfeito. A proximidade ao Eixo e a uma zona verde de fazer inveja a qualquer outro lisboeta fazem deste empreendimento um bom sítio para viver. Outra vantagem de morar nos JSB é fazer parte de um condomínio especial. É que nos JSB existem moradores interventivos e insatisfeitos, que estão sempre à procura de fazer mais e melhor. Resultado disso é, por exemplo, a instalação da maior central de micro-produção num empreendimento residencial.

    O comentário já vai longo. Digo apenas mais uma vez que vale a pena viver aqui na Alta. Nem que seja só para dizer que se vive no bairro que dá vida ao fantástico blog (agora site) <a href=”http://www.viveraltadelisboa.org!” target=”_blank”>www.viveraltadelisboa.org!

  15. Antes de cá morar vinha à Alta com frequência e estranhava um pouco o local; tinha até receio de não me adaptar e de sentir falta de tudo aquilo a que estava habituada.

    Surpresa: não senti nada disso…

    Vivo cá há pouco tempo e por isso a minha experiência é curta. Mas gosto muito de cá estar e para mim sim, vale a pena Viver na Alta de Lisboa!

  16. miguelpais says:

    mais uma vez obrigado pelas vossas experiências de viver na alta, sobretudo aos moradores do JSB!!!

    contudo tenho uma duvidas que persistem…

    1) para quando a colocação dos estores exteriores??? esta alguma coisa já definida? quando houver a decisão de colocar os tais estores quem vai pagar?????
    nós (moradores ou no meu caso possível morador) ou a SGAL?????

    2) quanto as vantagens e desvantagens já estou praticamente rendido as evidências!!!! viver na alta compensa…
    porém com as noticias que vêm nos meios de comunicação social "como o que se passa na Bela Vista em Setubal" pergunto:
    - poderá alguma vez acontecer alguma coisa deste género na Alta de Lisboa???
    ou o ambiente que se vive nos prédios de habitação social nunca irá chegar a esse ponto ?

    mais uma vez obrigado!
    cumprimentos
    Miguel Pais

  17. Tiago says:

    Miguel,

    1) Não sei, e o melhor será mesmo perguntar tudo isso à SGAL. Se o fizer por email e obtivaer algum esclarecimento e o quiser partilhar connosco teremos o maior gosto em recebê-lo.

    2) Não acredito que as coisas aqui cheguem ao ponto da Bela Vista. Tudo tem vindo a melhorar bastante, com o Eixo Central, a malha 5 e o Centro de Mercadorias surgirão mais orportunidades de emprego que fomentarão também o comércio.

    A Alta tem um enorme potencial, mesmo. É só preciso que a CML agilize a burocracia, a SGAL se apaixone verdadeiramente pelo projecto, e mais população se envolva no bairro. Se tudo isto acontecer, a Alta pode bem ser um excelente exemplo para o resto do país.

  18. MrSteed says:

    A Bela Vista é um gueto.

    A Alta só o é nos condomínios fechados como o da Quinta das Conchas mas isso são opções pessoais. Nunca conseguiria viver numa penitenciária de luxo como aquela mas há quem goste.

    O resto depende dos habitantes. Quanto mais medo tiverem e menos se preocuparem em habitar o local e não só o espaço do vosso apartamento, pior será.

    O local tem grupos de cidadãos fortes e empenhados. Juntem-se a eles. O tempo é pouco mas nem que seja a participação num passeio de biclas ou inscreverem o puto no judo ou em qq outra actividade aqui na zona. Ou fazerem compras nas lojas aqui do bairro (que infelizmente morrerão assim que for construído o tal centro comercial – blhéca).

    • JRUI says:

      Francamente MrSteed.
      Que comentário mais despropositado.
      Como é que chega a essas conclusões? "Penitenciária de Luxo"? "Quanto mais medo tiverem"?
      Prefiro nem comentar.
      Até o Marx se fosse vivo se enervava consigo ( partindo do principio que tinha conseguido evoluir). Irra.

      • MrSteed says:

        Foi muito a propósito. Falava-se da Bela Vista, um gueto para pobres. Os condomínios fechados são o mesmo mas de sinal contrário. São guetos onde os ricos se fecham. Penitenciárias de luxo. Quem escolhe morar num condomínio fechado, digam o que disserem, fá-lo por medo. Porque outra razão teriam muros, seguranças, câmaras?

        De que Marx fala, do Groucho ou do Karl? Imagino que a referência tenha sido uma tentativa básica de me etiquetar como "da esquerdalha". Nada mais errado meu caro. Tanto casco nuns como noutros.

  19. miguelpais says:

    boas… atenção!

    eu não estou a dizer que acho que pode acontecer algum tipo de violência igual ao do gueto da Bela Vista!!!, só perguntei a vossa opinião! como moradores e pessoas mais próximas da realidade do bairro… não queria ofender ninguém! até porque, já existem outrora bom exemplos de reabilitação social!!!
    anos 30 /40 alvalade quem diria…
    anos 60/70 olivais… zona de prédios ditos normais junto a prédios de habitação social.. misturados com jardins e parques… (este exemplo faz me lembrar alguma coisa…)

    cumprimentos

    PS: vou perguntar pessoalmente a SGAL para quando os estores exteriores… pois os dias quentinhos estão ai a chegar!!! depois digo qual foi a resposta deles!!!!

  20. O mais importante, como o Tiago referiu bem, a Alta tem um potencial enorme e pode mesmo tornar-se num bairro referência em Portugal, assim que as infraestruturas básicas estejam prontas. Uma delas é o Eixo Central (1ª fase prometida para o fim de 2009 e total no final de 2010), não por ser mais uma estrada, mas por ser a coluna vertebral do bairro, quer em termos rodoviários, pedonais e, quem sabe, ferroviários.

    Como morador nos JSB, adianto: não é arquitectura bioclimática e os estores exteriores serão mais valia. Coloquei black-outs, mas o calor acumulado pelas telas era irradiado para o interior. Como barreira adicional (segunda camada isoladora), instalei cortinados de tecido com espessura média, deixando cerca de 15 cm para o black-out, permitindo a abertura das janelas basculantes com as cortinas fechadas. Este esquema, relativamente barato, com ventilação permite ter temperaturas mais confortáveis. A maioria das casas que conheço, arrisco todas, com construção mais tradicional, tem comportamento térmico bem pior do que a minha em 90% dos dias do ano, mas os estores exteriores fazem falta nos restantes 10%.

  21. Há uma dinâmica que se vê na Alta não é muito comum no resto da cidade. Há uma intervenção cívica forte de associações, moradores e instituições que penso no futuro vai dar frutos.

    Actualmente gosto de viver na Alta de Lisboa e acredito que cada vez vou gostar mais.

Speak Your Mind

Tell us what you're thinking...
and oh, if you want a pic to show with your comment, go get a gravatar!